1. "E então me ocorreu que uma estrela cadente era uma estrela que até podia ser bonita, mas tinha medo de brilhar e fugia para o mais longe possível. Um pouco como eu."
    — Joël Dicker - A verdade sobre o caso Harry Quebert
     

  2. "A decepção é mesmo senhora do demônio, ainda mais quando o demônio está do nosso lado e se revela dissimulado durante tantos anos, dentro de um vestido bordado de bondade e amizade."
    — Vanessa da Mata - A filha das flores
     

  3. "Eu ia ficar a noite toda esperando por algo que não aconteceria nem se eu aguentasse uma semana inteira sem dormir. Eu ia me apaixonar por pessoas que mudavam de ideia rápido demais. Dos acertos faziam parte os erros, e eu não me importava de chorar pelas coisas que eu havia escolhido, porque, por mais dura que fosse a queda, sobrava a sensação de que até elas tinham lá sua beleza."
    — Carol Bensimon - Todos nós adorávamos caubóis
     

  4. "What’s the kindest thing you almost did? Is your fear of insomnia stronger than your fear of what awoke you? Are bonsai cruel? Do you love what you love, or just the feeling? Your earliest memories: do you look though your young eyes, or look at your young self? Which feels worse: to know that there are people who do more with less talent, or that there are people with more talent? Do you walk on moving walkways? Should it make any difference that you knew it was wrong as you were doing it? Would you trade actual intelligence for the perception of being smarter? Why does it bother you when someone at the next table is having a conversation on a cell phone? How many years of your life would you trade for the greatest month of your life? What would you tell your father, if it were possible? Which is changing faster, your body, or your mind? Is it cruel to tell an old person his prognosis? Are you in any way angry at your phone? When you pass a storefront, do you look at what’s inside, look at your reflection, or neither? Is there anything you would die for if no one could ever know you died for it? If you could be assured that money wouldn’t make you any small bit happier, would you still want more money? What has been irrevocably spoiled for you? If your deepest secret became public, would you be forgiven? Is your best friend your kindest friend? Is it any way cruel to give a dog a name? Is there anything you feel a need to confess? You know it’s a “murder of crows” and a “wake of buzzards” but it’s a what of ravens, again? What is it about death that you’re afraid of? How does it make you feel to know that it’s an “unkindness of ravens”?"
    — Jonathan Safran Foer - Two-Minute Personality Test
     

  5. "A mim parecia que nunca mais haveria algo de novo a ser descoberto. Nossa sociedade era total e tragicamente derivativa (embora a palavra derivativa como crítica seja em si derivativa). Éramos os primeiros seres humanos que nunca veriam algo pela primeira vez. Nós olhávamos para as maravilhas do mundo de olhos embotados, desanimados. A Mona Lisa, as pirâmides, o Empire State Building, Animais da selva atacando, antigos icebergs derretendo, vulcões entrando em erupção. Não consigo me lembrar de uma só coisa que eu tenha visto em primeira mão que não ligasse imediatamente a um filme ou programa de TV. Um maldito comercial. Você conhece o medonho trinado do blasé: Jááá vi. Eu literalmente já vi tudo, e o pior, o que faz com que eu queira explodir meus miolos, é: a experiência de segunda mão é sempre melhor. A imagem é mais nítida, a visão é mais intensa, o ângulo da câmera e a trilha sonora manipulam minhas emoções de uma forma que a realidade já não consegue fazer. Não sei se a essa altura somos realmente humanos, aqueles de nós que são como a maioria de nós, que cresceram com TV, filmes e agora internet. Quando somos traídos, sabemos quais palavras dizer; quando um ente querido morre, sabemos quais palavras dizer. Quando queremos bancar o fodão, o espertinho ou o idiota, sabemos quais palavras dizer. Todos trabalhamos a partir do mesmo roteiro gasto.
    É uma época muito difícil para ser uma pessoa, apenas uma pessoal real, de verdade, em vez de uma coleção de traços de personalidade escolhidos de uma interminável máquina automática de personagens.
    E se todos nós estamos atuando, não pode existir algo como uma alma gêmea, porque não temos almas genuínas.
    Chegara ao ponto em que parecia que nada importava, pois não sou uma pessoa de verdade, e ninguém mais é.
    Eu teria feito qualquer coisa para me sentir real novamente."
    — Gillian Flynn - Garota exemplar
     

  6. "O amor não é um jogo, mas sim um romance. É melhor colocar o ponto final em um para fazer outro. Estou quase lá."
    — Ricardo Lísias - Divórcio
     

  7. "Eu nunca encarei a morte como uma possibilidade. Não que fosse apegado a nada de especial na vida, mas é que a morte não existe. A morte é uma doença crônica."
    — Fernanda Torres - Fim